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Arquétipos

Se você tivesse que apostar como vai reagir aquela sua amiga que acaba de descobrir que está sendo traída, como você faria ?

Se basearia na sua intuição, na sua imaginação, ou nos comentários que ela porventura já tenha feito sobre traições ?

Se for isso, corre o risco de se enganar. É claro que as circunstâncias de vida de uma pessoa influenciam – e muito – a maneira como ela reage a certas situações.

Mas com base nos arquétipos junguianos, calcados nos Deuses gregos, fica mais fácil. Sabe por que ? Porque todo o nosso imaginário ocidental tem um banco de dados que é a cultura grega. Não à toa o Jung se inspirou nela para esboçar as linhas gerais de alguns tipos humanos. Ele chamou esse banco de dados comum a todos nós de inconsciente coletivo.

Exemplo : como reage uma mulher traída ? Fica mais fácil entender (e prever), se você conhecer os arquétipos femininos. Assim :

  • Uma Hera reage com ciúmes, atormenta o marido, acusa. E se vinga na amante, não nele.
  • Uma Perséfone vai em prantos se lamuriar na casa da mamãe. É especialista em fazer o marido se sentir culpado. Pobre vítima.
  • Uma Psiquê pede ajuda à sogra. Porque se deixou influenciar pela(s) irmã(s) e só descobre o quanto quer aquele marido quando o perde. E aí se desespera.
  • Uma Athena se controla e racionaliza. Tenta entender o que ele pode ter visto (de melhor) em outra mulher. E na primeira ocasião dá o troco, arranjando um amante. E fazendo que ele saiba disso.

Para os incautos, fica o aviso…

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