Centelha divina
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Cultura (in)útil ?
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Cogito ergo sum

O “penso, logo existo” de Descartes é de uma simplicidade impactante, magnífica, inegável.

Resumindo, é o seguinte : para não se deixar iludir pelo que é falso, por crendices ou ilusões, é preciso duvidar de tudo e por fim descobrir o que é real. Assim :

  • Posso duvidar de tudo, mas não posso duvidar que estou duvidando.
  • Ora, se duvido, é porque penso.
  • E se penso é porque existo (cogito ergo sum).

Lapidar. A Razão é nossa certeza, nosso chão firme. A consciência. O ser humano proclama sua existência pelo pensamento ! Merci, Monsieur Descartes !!

Mas atenção : consciência não é cérebro, como querem alguns sabidos de plantão, que pretendem saber mais do que Descartes e Hegel juntos.

Pois é Hegel, dois séculos depois de Descartes inaugurar a Modernidade, com sua fórmula, quem vai “reconciliar” a Modernidade com a era helênica, com a Grécia de onde vem essa Razão que é a nossa  (sobre isso, tem outro áudio – O Espírito absoluto, ou como voltar para casa).

Para terminar, eu só lembraria que o exercício ao qual Descartes se propõe, quando escreve seu inicialmente despretensioso Discurso do método, é simples e sempre útil, hoje talvez mais do que naquela época : duvide sempre do que se apresenta aos seus sentidos, questione, verifique. Pela firme Razão.

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