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O caduceu de Hermes e a Ouroboros

Num vídeo sobre o símbolo da Medicina e o da Farmácia, no @basefilosofia, eu prometi falar sobre o primeiro símbolo desse tipo, que é o bastão de Hermes, ou o caduceu, se preferirem.

Hermes é o Deus mensageiro do Olimpo, portanto representa a comunicação. Vejamos o 1º aspecto, o mais básico : o bastão é feito com madeira de oliveira, ou de loureiro, com 2 serpentes enroscadas e 2 asinhas no alto, figurando o próprio Hermes, o correio celeste.

O caduceu serve para curar as picadas de serpentes, eis porque duas delas o ornamentam.

Lembrando que as serpentes são animais sagrados na Antiguidade porque devoram ratos, inimigos da saúde. E elas simbolizam a astúcia, a prudência, a diplomacia. O que tem a ver com Métis, a Deusa que é mãe de Athena.

O bastão também é emblema da eloquência, da comunicação que mantém a concórdia (diplomacia) e as asinhas simbolizam a elegância e a sutileza da fala do orador, da arte da comunicação.

Esse culto às serpentes, a ofiolatria, é comum em todas as civilizações Antigas, sem nada de místico. Daí vem também a Ouroboros, a figura mitológica que engole a própria cauda.

Essa serpente representa o ciclo de evolução fechado sobre si mesmo.

Aí temos as ideias de movimento, de continuidade, de eterno retorno.

Temos ainda a conotação de paradoxo, nessa ideia de comer a própria cauda : a união da figura do círculo, representando o mundo celeste, e da serpente, representando o mundo terrestre. Por isso às vezes ela tem uma metade negra e a outra branca, dois princípios simbolicamente opostos.

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