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Cavalo de Tróia

A maior lição dessa metáfora é que contra o inimigo interno não há muralhas.

Obra central da cultura ocidental, a “Ilíada” tem sexo, uma bela heroína, lutas, interesses. Mas um fim triste. Pense nisso e tome cuidado com quem está por perto.

Hoje sabemos que essa guerra não é mera ficção e aconteceu mesmo. Homero conta como os troianos foram vencidos por um estratagema, uma astúcia. Em linguagem corrente, por uma esperteza do inimigo. O estratagema dos aqueus (os gregos) foi fazer os troianos pensarem que eles tinham desistido.  E incluiu um cavalo de madeira.

O cavalo de Tróia representa a astúcia maquiavélica. É a supremacia da inteligência sobre a força. O resto nós conhecemos.

Em um único dia, a “sagrada Ílion”, como diz Homero, foi reduzida a cinzas.

O que nos serve de lição e alerta : cuidado, o pior inimigo é o interno. E a aparente submissão pode esconder uma intenção maquiavélica.

Por maiores que sejam suas defesas, por mais sofisticadas que sejam suas estratégias, por mais impressionante que seja sua força, se as portas da sua cidadela forem abertas para o que parece inofensivo, a derrocada pode ser fatal.

Cassandra avisou, mas ninguém a ouviu. Isso acontece todos os dias, com empresários, líderes políticos, poderosos. A astúcia, a beleza, a sedução derrubam impérios, destroem e consomem por dentro, até tudo cair.

Na Ilíada, o motivo formal da guerra é honra. Mas na vida real a expedição dos aqueus (por isso o herói se chama Aquiles) até Ílion (por isso a obra se chama Ilíada) teve 3 objetivos : vingança, pilhagem, glória.

Por isso, lembre-se, contra o inimigo interno não há defesa. Afinal, se está dentro, é porque já passou pelas muralhas. Você é que deixou entrar.

Sobre outros aspectos dessa questão, veja Tróia e a OTAN, Eurásia, A maçã.

Marly Peres