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Fazendo Escola

Você já deve ter ouvido essa expressão, talvez se perguntando o que ela quer dizer, exatamente.

Fazer Escola é transmitir a outras civilizações (não conquistadas pela força) seu modo de viver e pensar.

Civilizações mais antigas do que a grega não fizeram Escola, não transmitiram seu modo de ser e de pensar a outras civilizações. Esse modo de vida e de pensar foi transmitido aos romanos e em seguida à Europa – e assim a todo o Ocidente, se estendendo e implantando nas terras colonizadas por europeus. Isso é fazer Escola.

Por isso prefiro considerar que somos uma civilização ocidental e não judaico-cristã. Classificar uma civilização só pela religião é simplista, pois deixa de fora tudo o que é cultural. Ou seja, uma análise simplista. Falo disso da ótica do Suprahumano (Nietzsche) em outro Desmistificando – Cabeça erguida.

Falo com mais detalhes do tema no seminário Fazendo Escola. Nele, você entende por que até mesmo numa simples série de TV – Big bang theory, quando Sheldon, tentando explicar a Penny o que faz seu namorado, Leonard, começa com a frase “Numa manhã ensolarada na Grécia.” E quando é interrompido por ela, começa tudo de novo, exatamente na tal manhã ensolarada na Grécia.

E aprende a identificar os elementos desse processo histórico que começa com o aparecimento da escrita e culmina no surgimento do que hoje chamamos de ciência – naquela época, Filosofia.

Olhamos também para a geografia e a história, para entender como isso tudo foi transmitido à Europa, por meio do Império Romano, para chegar vivo até nós.

Vivo e muito presente, porque é nosso banco de dados, aquilo que Jung chamou de inconsciente coletivo. Para exemplificar melhor, no seminário falo da mitologia grega, nosso banco de dados. 

Num outro seminário super interessante falo só sobre os arquétipos. Veja a revista eletrônica Arquétipos, no Linkando ideias.

Na verdade, esses arquétipos são valores representados simbolicamente por Deuses. Deuses que eu adoro, porque são divertidos e próximos. Eles têm lá suas preferências, mas sempre dão a nós humanos a chance de vencer, ou mostrar que merecemos algo. Não são arbitrários, nem injustos. Até porque são muitos e discutem entre si o assunto da vez. Algo do tipo um STF, mas respeitável e de alto nível, realmente os melhores.

Os mitos gregos têm uma vantagem: sempre se pode aproximar um deles de um assunto que nos aflige ou para o qual buscamos inspiração.

Acredite, é apaixonante!

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